Mercado publicitário aposta nos games como estratégia de exposição das marcas

Brasil é o quarto mercado mundial de jogos online, com 35 milhões de usuários

A competitividade dos antigos videogames chegou à internet e pode estar atrelada aos esforços de marketing de diversas empresas e agências do País. Só em 2010, foram gastos no mundo inteiro US$ 58,2 bilhões com softwares e publicidade para jogos, segundo a consultoria PrircewaterhouseCoopers. Pesquisa feita pela Newzoo aponta que o Brasil é o quarto mercado mundial de jogos online, com 35 milhões de usuários, perdendo apenas para Estados Unidos (145 mi), Rússia (38 mi) e Alemanha (36 mi). O tempo dedicado aos games virtuais no país (em média 10,7 horas) é o dobro dedicado à TV (5,5 horas semanais) e praticamente equivalente ao tempo dedicado à internet (11,3 horas). O crescimento do número de usuários tem abocanhado grandes montantes da verba publicitária de empresas de diferentes setores de atuação. Análise da Global Industry Analystis (GIA) prevê que em 2015 este mercado alcance a marca de US$ 91,2 bilhões. 

 Os jogadores brasileiros têm perfil bem definido. De acordo com a consultoria Newszoo, dos 35 milhões de usuários brasileiros, mais de 19 milhões são homens (83% da população masculina ativa da internet) e 15,8 milhões são mulheres (69% do público feminino que navega na web). Entre os games preferidos dos internautas estão os jogos casuais, ou seja, aqueles com regras simples e fáceis de jogar. As categorias mais populares são: esportes (19,6%), ação (19,5%) e entretenimento familiar (15,3%), conforme NPO Group.



A Carvalho Martins Comunicação, responsável pela gestão de marcas da rede de ensino em inglês Number One apostou nos games como uma estratégia de marketing para a rede. A criação, em 2010, da trupe de amigos Os Essenciais em um game virtual, com os personagens Writing Will, Talking Tom, Listening Lisa, Reading Rose e Joy Joe conseguiu representar os passos de aprendizado do inglês (escrita, fala, compreensão e leitura). O sócio diretor da Carvalho Martins, Sérgio Martins, explica que Os Essenciais é mais que um mote lúdico. É uma plataforma de comunicação composta de diversas ações que pretende, mais do que vender um curso de inglês, fortalecer a marca e criar vínculos mais efetivos com o público: tanto o interno (alunos e franqueados) quanto o externo (prospects alunos e franqueados).



O especialista em marketing explica que os personagens ancoram as mudanças em peças e ações alegres e provocativas como a oportunidade do internauta criar o seu próprio Essencial.  O site estimula a interatividade e, ao mesmo tempo, valoriza a tecnologia e a comunicação virtual, características muito presentes no perfil do estudante atualmente. A  plataforma ainda inclui os blogs dos cinco Essenciais e várias comunidades no Orkut. "Relacionamento é a palavra chave nesse trabalho?, afirma.