Concessão de patentes no país é lenta e prejudica crescimento das empresas

Método é eficaz para impedir um terceiro de fabricar, comercializar, usar, colocar à venda ou importar um produto

O processo de concessão de patentes no Brasil acontece de maneira muito lenta, principalmente se comparado com outros países desenvolvidos ou em desenvolvimento, o chamado Bric ? que inclui além do nosso país, Rússia, Índia e China.  Aqui, uma patente leva de sete a oito anos para sair do papel, contra uma média de três a quatro anos nos demais países do mundo. De acordo com dados da Organização Mundial da Propriedade Intelectual, no ano passado, a China concedeu 93.706, na Rússia, 28.808 e na Índia, 18.230. Bem mais atrás, o Brasil teve apenas 3.620 patentes no mesmo período, conforme dados divulgados pelo Instituto Nacional de Propriedade Intelectual (INPI).



Segundo especialistas, esse ritmo lento pode atrapalhar as empresas, principalmente por ser um instrumento de proteção às criações intelectuais. Justamente para garantir seus direitos de propriedade intelectual, a rede nacional de franquias Number One patenteou seu método próprio de ensino de inglês, o Dynamic, e toda a metodologia, que engloba os livros e demais materiais didáticos, na Biblioteca Nacional. Também foram registrados o programa de computador desenvolvido para a gestão das escolas franqueadas (The Simplest) e as marcas e logotipos no INPI.



A superintendente geral da rede, Thelma Lawton, estima que para registrar todas essas patentes, ao longo dos anos, foram investidos mais de R$200 mil. "O investimento é alto, mas indispensável. Nessa área de ensino de idiomas, a metodologia é um diferencial. O método Dynamic foi desenvolvido por um brasileiro para brasileiros, levando em consideração as facilidades e as dificuldades que temos para aprender o inglês, sendo, portanto, a essência da marca do Number One. Precisamos estar resguardados?, explica.